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quinta-feira, 6 de março de 2014

A Historia das Bolsas


Na atualidade a bolsa é praticamente a extensão do corpo de uma mulher. Fiel detentora de segredos e intimidades, a bolsa reflete a personalidade de sua dona, desde o interior, com suas organizações peculiares, até seu exterior, que transmite um pouco daquilo que ela deseja aparentar. Mas não foi sempre assim, houve épocas em que as mulheres viviam muito bem sem elas. Não acredita? Então embarque conosco nessa viajem pela história de nossas inseparáveis companheiras.

Não é possível dizer exatamente quando surgiu abolsa, mas alguns registros históricos nos dão a idéia de que seja tão antiga quanto à própria civilização humana. Nas pirâmides do Egito há desenhos que mostram pessoas carregando pequenos sacos presos à cintura, amarrados com cordões.

historia-bolsas-02Bolsa do século V, Servia para carregar alimentos, levada amarrada a um galho ou bastão. Fonte:http://www.sinacouro.org.br/bolsa
A bolsa nasceu da necessidade dos antigos carregarem seus objetos indispensáveis as necessidades da época, como moedas, remédios, leques, tabaco , escovas de cabelo,relíquias, livros de oração e pedras preciosas. E também foi na antiguidade que nasceu a crença de que as bolsas femininas guardavam segredos, pois em algumas tribos africanas, acreditava-se que a bolsa da feiticeira continha poderes sobrenaturais que permitiam que ela entrasse em contato com as forças superiores, e nenhum homem era capaz de abri-la, porque temia.
historia-bolsas-03Até o fim da Idade Média, as bolsas femininas e masculinas diferenciavam-se pelo tamanho e ornamentos. As masculinas geralmente eram maiores e feitas de couro. Existiam também as pochetes, pequenas e chatas, e os sacos que eram levados pendurados até os joelhos.
E por muitos anos, as bolsas foram usadas atadas à cintura de homens e mulheres e tinham o nome de Bolsos. Os Bolsos eram confeccionadas em diferentes tipos de couro e adquiriram tal importância que eram deixados em testamento para parentes e amigos usados igualmente por homens e mulheres. Com a quantidade de objetos carregados pelas mulheres em seus Bolsos, logo se tornou lógica a necessidade de aliviar o problema estético criados pelas protuberâncias e saliências que desfiguravam a silhueta feminina.
historia-bolsas-04Foi então, quando os vestidos passaram a apresentar um contorno marcado na qual não havia lugar para bolsos carregados de objetos, uma nova bolsa passou a ser usada: A Retícule. As primeiras foram desenvolvidas para transportar objetos de acordo com a classe social de cada mulher, como lenços de mão, leques, cartas, cartões de visita. Desta maneira tornaram-se indispensáveis na Inglaterra e consideradas “ridicules” (ridículas) na França. Mas com o progresso do século XIX, o termo francês “ridicules” passou a ser denominado “retícule”, termo este que foi usado tanto na França como na Inglaterra a partir de 1912 para designar as bolsas da época.
É somente no século XIX que surge o termo em inglês, handbag, para designar bolsa de mão, e referia-se originalmente à bagagem de mão carregada por homens, que serviu de inspiração para produção de novas bolsas. Estas bolsas eram miniaturas das hoje conhecidas malas de viagem e vinham com fechadura, chave e compartimento para a passagem.
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No final do século XIX as bolsas passaram a fazer parte somente do guarda-roupa feminino quando a princesa Alexandra, uma das líderes de opinião da moda da época, tornou popular o uso das Chatelaines. Estas pequenas e delicadas bolsas, criadas a partir de conceitos medievais, causaram um grande impacto na moda. Traziam a vantagem de deixar as mãos das mulheres livres, visto que deveriam ser penduradas na cintura, por correntes. Essas correntes produziam barulho que chamavam atenção por onde a mulher passava.  Esses objetos tornaram-se acessório de ostentação entre as mulheres desse período pois o “bolso” que agora estava para fora das roupas significava que ela poderia ir onde quisesse, sem estar na presença de um homem, porque carregava consigo todas as suas posses. Tornou-se o símbolo da mulher independente.
historia-bolsas-07O século XX chega então com  seus avanços tecnológicos e com ele traz uma infinidade de novos materiais e possibilidades para as bolsas que se tornaram um acessório indispensável ao mundo fashion. Com novos e diferentes modelos surgindo à cada estação, especialmente desenhadas para ocasiões especiais e, mesmo, para específicas horas do dia eram produzidas com material à prova de água, perfeita para os dias chuvosos, bolsas resistentes para a praia, delicadas para eventos noturnos entre muitas outras.
No início de 1900, as mulheres começaram a ter uma participação mais ativa na vida diária das famílias. Ainda que muitas das compras fossem entregues e pagas à domicílio, começam a surgir grandes bolsas de couro, conhecidas como “bolsas de compra”. A invenção do automóvel e a facilidade das viagens de trem foram responsáveis pelo surgimento das bolsas de viagem. Feitas de couro, em uma variação das bolsas de compras, estas eram feitas para acompanhar os viajantes e não eram entregues aos carregadores.
Para o dia usava-se bolsa  minúsculas, em forma de rede, e podiam ser levadas nas mãos ou presas na cintura como um cinto.Gerhistoria-bolsas-08almente a bolsa era somente um acessório bonito, atraindo a atenção para as mãos e os pulsos delicados, convidando a todos a imaginar o seu conteúdo, sem nenhuma função prática. Carregar bolsas minúsculas indicava que a mulher tinha empregados, qualquer objeto maior seria carregado por uma empregada ou carregador .
Foi durante a primeira guerra que a emancipação feminina foi impulsionada e a mulher não estava mais limitada a um estilo de vida, a etiqueta feminina foi revista, sofrendoalterações. A bolsa, na época com bastante brilho, servia principalmente para guardarmaquiagem como batom e esponja para pó de arroz, além de indispensáveis balas de menta.
Com a revolução da moda na década de 20, as bolsas já não precisavam combinar perfeitamente com os trajes, como era de praxe nos anos anteriores. Na Época dominava a bolsa carteira, usadas sob o braço.
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Essa bolsa da Chanel feita em algodão data da década de 20.
Já na década de 30, apesar da crise financeira gerada pela Quebra da Bolsa de Nova York, foi um período de muita produção artística e cultural. Passou-se a usar materiais mais baratos, como o plástico, para fabricação de bolsas. As bolsas continuavam pequenas e com fechos de metal. Perto do final dessa década começaram a ficar um pouco maiores e diversificadas quanto aos materiais, eram usados couros de crocodilo, jacaré, leão marinho entre outros. Devido à grande preocupação commaquiagem e beleza, as bolsas dessa época ganharam compartimentos para maquiagem, com espelho e porta batom.
Durante ahistoria-bolsas-11 Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Muitos materiais sumiram do mercado e foi preciso usar de muita criatividade para substituí-los. Em meio a toda agitação e transtornos provocados pela guerra, a década de 40, instiga pela adversidade, sendo uma das mais produtivas neste século.
As bolsas de couro eram raras e por isso mais desejadas do que nunca, muitas foram confeccionadas em tecido. Durante esse período não se podia separar a imagem da mulher dos acessórios arthistoria-bolsas-12esanais, que faziam o charme de sua aparência.
Apesar de algumas bolsas já serem confeccionadas com o revolucionário zíper, houve uma restrição com relação ao seu uso e também com o fecho de metal, surgindo assim outros materiais como a madeira.
A moda está nas imensas bolsas-cestos, fabricadas em pele de cobra, sobretudo a píton, o fino do fino consistindo em prendê-las no cinto.
Eram também bastante comuns, bolsas do tipo alforje, de tecido. Em 1941, surgem bolsas de madeira, lançadas por Lelong, que ganharam popularidade e invadiram as ruas.
A década de 50 trouxe importantes estilistas como Louis Vuitton e Hermes e Chanelque foi uma das primeiras marcas a criar uma bolsa elegante com alça a tiracolo historia-bolsas-13(em 1955)  para permitir, segundo a própria marca, que as mulheres ficassem com as mãos livres. E também nesse periodo que a marca Hermes lança a famosa bolsa Kelly, que ganhou esse nome, em homenagem a princesa Grace de Mônaco.
A moda da década de 50 era conservadora e elegante, porém a bolsa é o acessório mais versátil da moda, existindo em todo tipo de material, cor e tamanho.
Nessa decada a mulher adota a linha casual, a televisão invade os lares e passa a ditar regras. Bolsas em formato de caixa, as bolsas box, tornaram-se comuns, bem como a bolsa bracelete. O bambu começa a ser usado para fabricação de alças de bolsas. No Brasil, a moda era copiada da Europa e dos Estados Unidos, e o centro de tudo era o Rio de Janeiro.historia-bolsas-14
A bolsa de couro em matelassê com alças de corrente, um clássico da moda, foi criada por Chanel em 1955. Essa bolsa foi batizada de 2.55, porque foi idealizada em fevereiro de 1955. A inspiração veio das corridas de cavalos .
Na década de 60 a moda está voltada para os jovens, que adotam aparência mais simples e despojada. No início dessa década ainda eram muito comuns as bolsas carteira, com padronagens e estampas, em couro ou sintético. Bambu e acrílico também eram muito usados. As bolsas receberam influências de movimentos artísticos como Pop Art estampas geométricas e influência do movimento hippie, o Flower Power.
historia-bolsas-15As bolsas a tiracolo começaram a ser bastante utilizadas pelas aeromoças e popularizaram-se, tornando-se uma peça básica.
Nessa época, o zíper passa a ser amplamente usado no fechamento das bolsas. Também nesse período algumas mulheres passaram a adotar o uso dehistoria-bolsas-16 pastas executivas masculinas, que logo ganharam suas versões femininas.
Mais um  ícone das bolsas de luxo foi lançada em meados 1965, a bolsa Jakie O. da Gucci. Reza a lenda que depois queJackie Onassis aparaceu com a bolsa, que usava com frequência nos anos 60, as mulheres invadiram as lojas Gucci procurando a dita. Também é conhecida como “bouvier”, nome de solteira da ex-primeira dama dos Estados Unidos.
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Outra estrela das bolsas nascida com nome de Express e rebatizada na década de 1960 como Speedy da Louis Vuitton, era originalmente uma mala de viagem. Com o passar do tempo, foi ganhando versões menores. Hoje, pode ser encontrada em cinco tamanhos e em todos os couros e monogramas das coleções. A mais vendida é aSpeedy 25 que nasceu de uma encomenda feita pela atriz Audrey Hepburn, em 1965.
Na década de 70, houve uma mistura muito grande de estilos, sendo difícil definir uma única moda. Passou-se pelo movimento hippie, new historia-bolsas-19romantic,liberty, entre outros.Usou-se de tudo, e os estilos variavam de estação para estação. O movimento hippie dos anos 60, com seu vestuário ecologicamente consciente e anticonformista exerceu uma influência indiscutível nos anos 70. Houve um grande revival na moda, buscando inspiração no passado, contudo com uma cara nova. Uma destas correntes foi o New Romantic, tendência que privilegiava as estampas florais, acabamentos em renda, chapéus de palha e uma série de acessórios com ares românticos da década de 1930.
O estilo Liberty (padronagens com mini flores) adornados com bordados eram usados tanto nas roupas como nas bolsas.
As bolsas com armação de metal, e as de estilo envelope, usadas na década de 30, voltaram a ser usadas. E as Mini bolsas com longos cordões usadas na transversal do corpo, era um acessório de moda para quem queria aparecer nas pistas de dança.
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Na década de 80, conhecida como “os anos dos contrastes”, trabalha-se com inspirações do passado e idéias nostálgicas. Existem várias vertentes na moda e harmonia entre opostos como feminino x masculino, simples e exagerado. É também a década das tribos urbanas.
As bolsas estilo sacola foram muito usadas, porque eram práticas para as mulheres que estavam no mercado de trabalho. Também essas mulheres começam a adotar o uso depastas executivas. Porém bolsas e sapatos deveriam estar coordenados. Mochilas de nylon entram em cena devido à febre de freqüentar academias. A pochete, levada na cintura também era bastante utilizada.
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A década de 90, sofre influência do estilo minimalista, a simplicidade levada ao extremo.
Para alegrar as coleções minimalistas, estilistas lançaram mão das cores cítricas. As bolsas passam a ter também compartimentos para atender as necessidades da mulher da época, como porta-celulares, porta chaves e outros. As mulheres passam a investir mais em acessórios.historia-bolsas-23
Nessa década nasce mais um novo clássico, Lady Dior, Uma bolsa de princesa. Foi esse o presente que a então primeira-dama francesa Bernadette Chirac queria dar a lady Di. Então, em 1995, ela comprou um modelo lançado pela maison de Christian Dior. Não demorou nada para que Diana fosse clicada com a sua nova bolsa, que, em janeiro do ano seguinte, chegou às lojas batizada de Lady Dior.
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Para muitas mulheres, a bolsa é um estilo de vida, e não somente um acessório de moda.
A bolsa revelou-se um acessório importante para valorizar o visual, por isso a necessidade de terem vários modelos em casa, além de carregarem também valores sentimentais. Na moda são as pequenas coisas que significam muito, um pequeno objeto como a bolsa pode carregar muitas histórias sobre a vida, poder e religiosidade.
O que uma mulher põe na sua bolsa é muito importante para ela, e faz com que se torne um objeto completamente pessoal, porque contém um segredo, e esse segredo dá à mulher sensação de poder. Tradicionalmente, para uma mulher, a bolsa leva os artefatos de que ela fará uso durante o dia, mas leva também sua pequena fábrica de beleza, que é muito importante na identidade de cada mulher.




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Cinema : A história dos quarenta e sete rōnin


A história dos quarenta e sete rōnin

Estes nomes não são ficção, nem há qualquer dúvida de que algo realmente aconteceu no Genroku. Durante muitos anos, a versão dos acontecimentos foi narrado por Tales of Old Japan e considerada autêntica. A sequência de acontecimentos e personagens desta narrativa é apresentado a uma ampla leitura popular no Ocidente.6
Tales of Old Japan atraiu seus leitores a construir a história dos quarenta e sete rōnin como historicamente exata, enquanto ao longo da história tem sido considerada uma norma, alguns dos seus detalhes são agora questionados. No entanto, mesmo com defeitos, o trabalho de Tales of Old Japan continua sendo o ponto de partida para um estudo mais aprofundado.7
A história dos 47 rōnin é uma das mais famosas da história samurai. Isso se deve sobretudo, porque aconteceu numa altura em que a classe samurai estava lutando para ter um significado em si mesma, porque eles não eram guerreiros de batalha e tornaram-se uma classe social sem função.8 A lenda do 47 ronin tornou-se famosa também, pela peça teatral kabuki Chūshingura, onde os eventos acontecidos em Edo são relatados e firmaram o fato como lenda.9

Início de uma tragédia

Os escritos de Yamaga Soko, um influente teórico que escreveu uma série de importantes obras sobre o espírito guerreiro e o significado para o Samurai, inspiraram Oishi Kuranosuke Yoshio,10 um samurai e servo de Asano Takumi No Kami Naganori (浅野長矩), que governava um ramo poderoso de sua família.
Ocorreu que Asano foi escolhido pelo shōgun Tokugawa Tsunayoshi para se tornar um dos daimyō, cujo dever era o de entreter os enviados da Família Imperial. Para ajudá-lo em seu novo serviço, o comandante do mais alto bakufu, Kira Kozukenosuke Yoshinaka,11 foi designado para instruí-lo nas normas e condutas. Kira, ao que parece, era alguém difícil e esperava que Asano lhe compensasse com uma grande soma de dinheiro para o "problema" que Asano considerava simplesmente como o seu dever. Ambos não se gostavam, e Kira inventava todos os meios de humilhar seu discípulo.12 Finalmente, a situação piorou no palácio do shōgun, Kira insultou Asano novamente e ele, furioso, desembainhou sua nihontō e partiu contra ele. Kira ficou ligeiramente ferido e Asano foi rapidamente colocado na prisão.13
Atacar outro com raiva era contra a lei, fazê-lo no palácio do shōgun era impensável. Asano fez pouco esforço para se defender durante o interrogatório, exceto para dizer que não guardava rancor do shōgun e que só lamentou não ter matado Kira.14
Após os investigadores (Ōmetsuke) terem concluído o seu inquérito sobre o assunto, o shōgun emitiu uma sentença de morte contra Asano, ordenando este a cometer seppuku.15 Antes de morrer Lord Asano disse:
"Kaze sasou Hanayorimonao Waremomata Harunonagoriwo Ikanitokasen" "As flores que caem não querem partir, mais frustrado do que as flores, o que devo fazer?"16

O shōgun decretou que a renda de Asano de 50.000 koku seria confiscada e que o seu irmão Daigaku deveria ser colocado em prisão domiciliar.

A vingança dos rōnin


Dois dos quarenta e sete rōnin: Horibe Yahei e seu filho adotivo, Horibe Yasubei.
Quando a notícia do lamentável acontecimento chegou ao castelo de Asano, seus servos se alteraram e se perguntaram o que precisavam fazer. Todos eles se reuniram para discutir a vingança pelo assassinato de seu mestre por Kira, mesmo sabendo que iriam ser severamente punidos. Apesar disso, os agora rōnin proclamaram um juramento secreto para vingar a morte de seu mestre. Alguns propuseram renunciar e se tornarem rōnin, enquanto outros pretendiam defender o castelo e enfrentar o governo. Ōishi Kuranosuke sugeriu abandonar o castelo e a luta pela paz na família Asano, ao mesmo tempo que preparavam a vingança contra Kira, e este foi a decisão que prevaleceu.
Um grupo de servos de Asano, agora rōnin, cuidadosamente planejaram um caminho para a vingança. Kira estava esperando retaliação, e aumentou a sua guarda pessoal. O plano de Ōishi era de esperar que suas "presas" retomassem a confiança ao longo do tempo, enquanto ele estava programando o momento certo. Para esse efeito, o rōnin escondeu muitas armas e armaduras em diversos lugares, ocupando trabalhos menores; outros, como o mesmo Ōishi, pretendiam perder importância para seu futuro.17
No entanto, Kira estava bem vigiado, pois sua casa havia sido fortificada para evitar esse tipo de acontecimento. Eles viram que teriam de colocá-lo "fora de sua guarda" antes que pudessem ter êxito. Para acabar com as suspeitas de Kira e outras autoridades, se dispersaram e se tornaram comerciantes e monges.
Ōishi assumiu a residência de Kioto, e começou a frequentar bordéis e tabernas, como se nada tivesse mais importância em sua mente. Ainda deixou a sua esposa, e enviou para longe seus dois filhos mais jovens. No lugar de sua esposa comprou uma linda jovem concubina. Apesar disto, Kira ainda temia uma armadilha, e enviou espiões para observar o ex-servos de Asano.
Um dia, Ōishi retornou bêbado e acabou por dormir na rua, o que provocou risos de quem passava perto dele. Um homem de Satsuma que passava pela estrada, estava furioso pelo comportamento de um "ex-samurai" e a sua falta de coragem para vingar o seu mestre, e por seu atual comportamento. O homem de Satsuma o insultou e abusou dele, lhe chutando na cara (tocar o rosto de um samurai era um grande insulto), e cuspiu nele.18
Os espiões de Kira relataram que os servos de Asano eram todos péssimos samurais, sem a coragem para vingar seu mestre, e deveriam ser inofensivos. Então, Kira chegou à conclusão de que estava a salvo dos servos de Asano e então deixou de estar alerta e relaxou a guarda.19
O resto dos leais servos agora reunidos em Edo, e no seu papel de trabalhadores e comerciantes, ganharam acesso à casa de Kira, familiarizando com o desenho da casa, e as características de seu interior. Um dos servos (Okano Kin'emon Kanehide) casou-se com a filha do construtor da casa para conseguir os planos de construção. Tudo isso foi relatado a Ōishi. Outros se reuniram em segredo e obtiveram armas e foram deslocados para Edo.

O ataque


O ataque rōnin pela entrada principal da mansão de Kira.
Dois anos após a morte de Asano, quando Ōishi estava convencido que Kira tinha abaixado sua guarda, eles decidiram atacar.20 Oishi fugiu para Kyoto, enviando os espiões que estavam com ele, e todos se reuniram em um local secreto em Edo para renovarem seus juramentos. No 15 Genroku, 26º dia do 10º mês (元禄十五年十月二十六日) (Quinta feira, 14 de dezembro de 1702)21 pelo inicio da manhã, durante um vento forte e queda de neve, Ōishi e os ronin iniciaram o ataque a mansão de Kira Yoshinaka em Edo. De acordo com um plano cuidadosamente definido, o grupo se dividiria em dois para o ataque; armadas com espadas e com arcos. Um grupo liderado por Ōishi, atacou o portão; o outro, liderado por seu filho, Ōishi Chikara, atacava por trás.22 Um tambor soaria para o ataque simultâneo, e um apito seria o sinal de que Kira foi morto.23
Oishi tinha quarto homens que escalaram o muro e entraram pelo alojamento do porteiro, capturando-o e o prendendo lá.24 Em seguida, ele enviou mensageiros para todas as casas vizinhas, para explicar que eles não eram ladrões, mas servos que estavam ali para vingar a morte de seu mestre, e que não viriam a prejudicar ninguém: todos deveria ficar seguros. Todos os vizinhos odiavam Kira e não fizeram nada para prejudicar os ronin.25
Após posicionar os arqueiros (alguns no telhado), para evitar que aqueles que estavam em casa (que ainda não tinham despertado) fossem ao envio de ajuda, Ōishi soar o tambor para começar o ataque. Dez dos soldados de Kira foram para a frente da casa, mas o grupo de Ōishi Chikara invadia pela parte de trás da casa.26
Kira, em pânico refugiou-se em um armário na varanda, junto com sua esposa e servas do sexo feminino. O resto dos seus guardas, que dormiam em um quartel fora, tentaram entrar em casa para salvá-lo. Depois de superar os guardas na frente da casa, os dois grupos de ronin de pai e filho juntaram-se, e lutaram com os guardas que vieram. Os servos de Kira, percebendo que estavam perdendo, enviaram mensageiros para pedir ajuda, mas estes foram mortos pelos arqueiros incumbidos de prevenir essas eventualidades.27
Eventualmente, após uma luta feroz, o último dos servos de Kira foi dominado, nesta ação dezessei homens de kira morreram e vinte e dois ficaram feridos, incluindo o seu neto. No entanto, não havia sinal do paradeiro de Kira. Eles vasculharam a casa, mas em todos os lugares havia apenas o choro das mulheres e das crianças. Eles começaram a se desesperar, mas Ōishi verificou a cama de Kira, e ela ainda estava quente, então ele sabia que ele não podia estar longe.28
Depois de uma busca pela mansão, Kira foi encontrado escondido na casa de fora. O Ronin trouxe Kira para o atrio principal e frente aos outros 46 deu-lhe a mesma oportunidade que foi dada a Lorde Asano: morrer honradamente cometendo seppuku.29 Como não respondeu, Ōishi o decapitou com a mesma adaga que Asano cometeu seppuku. A cabeça foi colocada em um balde e foi levada para Sengakuji (泉岳寺?), onde estava sepultado Lord Asano.
Ao longo do caminho até Sengakuji, Ōishi enviou um jovem ronin, Terasaka Kichiemon, levar a noticia até Ako para que todos soubessem que a vingança foi finalmente realizada (Embora essa versão de Kichiemon como mensageiro seja a mais amplamente aceita, alguns alegam que ele fugiu antes ou depois da batalha, ou teria sido ordenado a sair antes da prisão dos ronin30 ).
Após sua vingança, eles se entregaram e aguardaram sua esperada sentença de morte.31 Tudo foi confirmado ao final de um jantar, onde Ōishi pediu-lhes cuidado por causa das mulheres, crianças e outras pessoas indefesas.32 O código bushido não possui misericórdia para vinganças,33 apesar de não proibi-lo.

As consequências


Os rōnin, em seu caminho de volta para Sengakuji.
Setecentos soldados foram para Sengakuji. O senhor Sengoku os tratou muito bem, foram alimentados e puderam descansar. Araki disse depois de alguns dias para Ōishi: "as pessoas estão a seu favor, porque adiou a sua decisão. O Shōgun está ciente de que obedeciam e que não tinham comportamento de criminosos comuns, e não há sequer um kabuki de vocês. Já são heróis famosos." Em 4 de fevereiro de 1703, após 47 dias atingiram a sua decisão: Foi-lhes dada a grande honra de morrer por seppuku (ritual suicida com honra) e não morrer como criminosos. Oishi antes de sua morte escreveu:
Aratanoshi Omoi-ha-sururu Mi-ha-sutsuru Ukiyo-no-tsuki-ni Kakaru-kumonashi Estou feliz. Realizei o meu desejo e agora é a hora de morrer. Não existem nuvens na lua da minha vida.34

Os quarenta e seis rōnin que morreram por seppuku estão enterrados juntos em Sengakuji. Terasaka Kichiemon foi perdoado e depois enterrado ao lado de Sanpei Rayan, que cometeu seppuku, já que apesar de querer participar na vingança ele não obteve permissão da sua família. Na entrada do templo se encontra uma estátua de Ōishi e os 47 nomes dos guerreiros.35
O assassinato de Kira colocou o governo em uma situação difícil.36 Afinal, os sobreviventes que agora aguardavam seu destino haviam vivido sob as normas da lealdade esperada do verdadeiro samurai e os ideais promulgados pelos homens como Yamaga Soko.
Além disso, a decisão de ordenar o seppuku de Asano e confiscar seus domínios sem tomar medidas contra Kira não era popular (pelo menos um dos Ōmetsuke foi demitido por protestar contra o veredito). No entanto, o bakufu decidiu manter a ordem, o que foi a coisa mais importante, de modo que os rōnin foram condenados a cometer seppuku, por sugestão do famoso estudioso confucionista Ogyū Sorai. Os rōnin foram mantidos presos em grupos de quatro por diferentes daimyō, mas quando eles morreram, foram enterrados juntos no Sengakuji. Diz-se que o samurai de Satsuma que cuspiu em Ōishi, veio ao templo e cometeu seppuku para pagar por seus erros.37

Controvérsias

A Vingança dos 47 rōnin continuou espalhando controvérsia durante o período Edo. Alguns consideravam que eles esperaram muito tempo para isto, uma vez que Kira corria o risco de morrer (ele estava com sessenta anos) e seus esforços seriam inúteis; era a visão de Tsunetomo Yamamoto, o autor do Hagakure. O confucionista estudioso Naotaka Sato (1650-1719) os criticou pela ação, pois a decisão do Shōgun deveria dar por encerrado o caso.38 Ele estava de acordo com Yamamoto, que deveriam cometer seppuku em Sengakuji depois de concluída a vingança, caso contrário, eles abririam uma janela para perdoar e continuar vivendo, algo desonroso, no que diz respeito aos seus crimes. Além disso, reservou suas mais duras palavras para Kira, a quem ele chamou de covarde e cuja precipitação no caso causou muitas mortes.39
Outros não partilham dessa opinião. Asami Yasuda (1652-1711) os defendeu e Chikamatsu escreveu uma ótima peça teatral que se tornou um clássico. No final, os 47 rōnin tornaram-se lenda; o Sengakuji ainda é um lugar muito visitado e um lugar para os admiradores modernos do que foi um dos melhores exemplos de lealdade samurai que emergiram no período Edo.40



Os japoneses honram todos os anos as lápides dos rōnin com incenso.
Em Sengakuji, se encontram os túmulos dos 46 rōnin condenados ao seppuku e mais dois em memória de Terasaka Kichiemon e Kayano Sanpei. Kayano desejava fortemente participar na vingança, mas cometeu seppuku antes do ataque, devido à forte oposição de sua família.
A vingança dos "Ako Gishi" foi apresentada em diversos filmes e agora é vulgarmente conhecida como "Chu-shin-gura" (A História dos leais Samurais). Esta é uma história popular, que ainda toca os corações dos japoneses após 300 anos. Os fiéis servos do cavalheirismo e os temas de "Gi" (justiça) e "Chu" (lealdade) ainda são muito apreciadas pelos japoneses.41
Hoje pode-se visitar os túmulos de Asano e os 47 rōnin no Templo Sengakuji em Tóquio onde os japoneses seguem venerando suas memórias, colocando incenso e comemorando um festival no aniversário de suas mortes,42 chamado Chusingura, que leva as audiências as lágrimas. A cada ano, milhares de japoneses visitam o local onde estão enterrados os corpos do 46 rōnin no Templo SengakuJi para prestar homenagem à honra e lealdade dos 47 rōnin e a sua dedicação ao código Bushido.





 Beijinhos ate nosso próximo post.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Diário de Passeio Parque Túnel da Alegria



Parque Túnel da Alegria



Olá meninas!


Bom no post de hoje, vamos falar de um lugar muito lindo, que conheci esta semana em um passeio que fiz...

O Parque fica em Piaptangui no município de Viana(ES), muito bonito e cercado de muito verde assim e o Parque Túnel da Alegria.


O Parque possuem piscinas adulto e infantil, quatro toboaguas além de ser cercado de córregos e ter um cachoeira incrível, também possuem espalhadas por toda a extensão do parque várias churrasqueiras, para as pessoas que queiram ir com a família fazer um churrasco, então caso você queira e esteja procurando um lugar para passar o fim de semana com a família, o Parque túnel da Alegria e uma ótima escolha. 

O parque e um lugar incrível cheio de pessoas lindas, vindas de todo o Espírito Santo, então você que vai curtir com a família e quer um lugar bacana não deixe de conhecer esse lugar maravilhoso, tenho certeza de que não vão se arrepender.

La e cobrado uma taxa de 10,00 no fim de semana e 8,00 de segunda a quinta, tive essa oportunidade de ter conhecido o parque e achei simplesmente incrível, no início tive medo de descer nos toboaguas, mas depois acabei descendo e foi muito bom, confiram algumas fotos que tiramos lá...














 


  


Estou pensando aqui comigo em voltar e fazer um vlog sobre o lugar o que vocês acham? Quem gostou comenta aqui..!

E não se esqueçam de curtir a nossa
Fã Page e se escrevam no nosso canal no YouTube.


Pra aqueles que queiram conhecer o lugar vou deixar o endereço aqui a baixo.


 Parque Túnel da Alegria


Localização:. Entrada de Formate, Viana. Área não urbana.

Acesso: Rodovia BR-262, Km 21.

Telefone: (27) 3336-6569



Look do Dia

 ♥ Biquíni tomara que caia


 Beijinhos ate nosso próximo post.